Maçons Notáveis – O Espírito da Instituição

A Maçonaria é a melhor oportunidade de melhorar o mundo. Nenhum Maçon é tão pequeno que não possa fazer algo grande pela Humanidade.

Toda a instituição que recebe os seus adeptos por meio do processo iniciático foge do comum, pois, existindo uma “selecção”, a Maçonaria ocupa-se dos problemas superiores, fugindo ao vulgar.

O Maçon, como elemento componente da Instituição, por sua vez, deve comprovar pertencer a uma entidade selectiva e destacar-se do mundo profano. Ele foi “seleccionado” mercê da vontade do Grande Arquitecto do Universo, que é Deus, entre milhares de pessoas; é um “destaque” e por esse motivo ele faz jus às benesses que a Maçonaria dispensa. O maçon deve, a todo o momento, ser grato por ter sido “chamado” e demonstrar essa gratidão pelo seu viver.

Lembrando grandes vultos do passado

Não nos cabe atribuir maior ou menor importância a cada indivíduo, mas à história. Por ser impossível falar sobre todos os Irmãos, mencionaremos aqueles que, por seus méritos, foram distinguidos pela maioria dos que os conheceram. Muitos homens ilustres, de diferentes classes sociais, com relevantes serviços prestados à humanidade, têm seus nomes vinculados à Ordem. Ela teve entre seus integrantes os maiores nomes em todas as áreas do conhecimento humano. Políticos, governantes, artistas, empresários, líderes religiosos, intelectuais, militares, educadores e benfeitores da humanidade são contados entre os Maçons. Os EUA, a Inglaterra, Brasil, Canadá, Alemanha, Austrália e França estão entre as nações com maior número de Maçons e Lojas Maçónicas.

Basta lembrarmos alguns, citando Voltaire, Abraham Lincoln, Rui Barbosa, William Mc Kinley, Martin Luther King e Sir Winston Churchill.

Algumas citações desses Irmãos que marcaram a história

Faço-me maçon porque encontrei nessa Ordem Sagrada os ideais de dignidade humana…!

“Eu não acredito em Deus, aquele que os homens fizeram, mas acredito em Deus, Aquele que fez os homens! (Voltaire).

A Maçonaria é uma Ordem filantrópica, de natureza social, que agasalha no seu seio as almas idealistas, que não têm prioridade religiosa, mas alberga todas as Religiões” (Abraham Lincoln).

Onde florescem os ensinamentos maçónicos não vicejam a ditadura, a soberania dos poderes arbitrários, nem a dominação daqueles conquistadores que denigrem a condição da criatura humana” (Rui Barbosa).

O que mais preocupa não é o grito dos violentos, nem dos corruptos, nem dos desonestos, nem dos sem ética. O que mais preocupa é o silêncio dos bons” (Martin Luther King).

Nada tenho a oferecer, senão sangue, labor, lágrimas e suor“. Primeiro discurso a 13 de Maio de 1940, na Câmara dos Comuns do Irmão Winston Churchill, que foi iniciado na Maçonaria, na Loja “United Studholme” em 24 de Maio de 1901.

O espírito da nossa Instituição

Momento 1

“Depois da Batalha de Opequau, fui com o médico do Regimento Ohio a um campo de prisioneiros, onde havia cerca de 5.000 prisioneiros confederados.

Quase imediatamente depois de passarmos pela guarda, notei que o médico e vários prisioneiros davam cordiais apertos de mão. Também notei que o médico tirava do bolso notas de dinheiro e distribuía-as entre os presos. Fiquei assombrado e não sabia o que significava. No regresso do acampamento perguntei-lhe:

– Você conhecia estes homens, ou já os vira antes?

– Não, retrucou o médico. Nunca os vi antes.

– Então, perguntei eu, como os conhece e por que lhes deu dinheiro?

– Nós somos Maçons e temos meios especiais para nos reconhecer – disse-me ele.

Porém, insisti:

– Você deu-lhes dinheiro, praticamente tudo o que tinha consigo. Espera você, algum dia, cobrar esse dinheiro?

– Bem – disse o médico – se eles alguma vez estivem em condições de me pagarem, eles o farão, porém isto é-me indiferente. São Irmãos Maçons na desgraça e eu simplesmente estou a cumprir o meu dever.

Então, disse para mim mesmo – Se isto é Maçonaria, então procurarei tomar parte nela.(William Mc Kinley – Presidente dos Estados Unidos da América do Norte).

Momento 2

O carro de um vendedor que viajava pelo interior quebrou e conversando com um fazendeiro de um campo próximo eles descobrem que são “Irmãos”.

O vendedor está preocupado porque tem um compromisso importante na cidade local.

– Não se preocupe, diz o fazendeiro, você pode usar meu carro. Vou chamar um amigo e mandar consertar o carro enquanto você vai ao seu compromisso.

E lá foi o vendedor e umas duas horas mais tarde voltou, mas infelizmente o carro precisava de uma peça que chegará somente no dia seguinte.

-Sem problemas, diz o fazendeiro, use meu telefone e reprograme se primeiro compromisso de amanhã, fique connosco hoje e providenciaremos para que seu carro esteja pronto logo cedo.

A esposa do fazendeiro preparou um jantar maravilhoso e eles tomaram um pouco de malte puro em uma noite agradável.

O vendedor dormiu profundamente e quando acordou, lá estava seu carro, consertado e pronto para seguir viajem.

Após um excelente café matinal, o vendedor agradeceu a ambos pela hospitalidade.

Quando caminhavam para o carro, o vendedor disse ao fazendeiro: – meu irmão, muito obrigado, mas preciso saber, se você me ajudou desta forma porque sou maçon?

– Não, foi a resposta – eu ajudei-o porque sou maçon!.

Momento 3

Um maçon residente no interior, homem honesto e muito trabalhador, apresentou-se ao juiz para explicar a razão de não querer fazer parte de um júri.

– Meritíssimo, minha Loja Maçónica tem marcado sessão para o mesmo dia. Para poder ser jurado, tenho que desrespeitar o meu juramento de frequência e não posso dar-me a este luxo.

– Senhor, e se todos fossem como o senhor? – perguntou o juiz.

– Meritíssimo, se todos fossem como eu, o senhor não precisaria de um júri…

Momento 4

Se nos países totalitários a Maçonaria não se desenvolve, porque está então a funcionar em Cuba?

Para responder à pergunta tão sensata, cedo a palavra ao próprio ditador, Fidel Castro, na sua célebre entrevista a Frei Betto:

…”batendo em retirada, eu e mais dois companheiros, encontramos uma pequena cabana onde passamos a noite. Antes de despertarmos, uma patrulha de soldados entra na cabana e nos acorda com os fuzis apontados contra nós. Os soldados estavam excitados, nos amarraram e queriam matar-nos. Pediram nossa identidade e demos outros nomes. Começamos a discutir com eles; a gente se dava por mortos. Durante a discussão com eles, havia um tenente negro, chamado Sarria, que não era assassino e tinha autoridade como comandante da patrulha. Durante a discussão com eles, o tenente interveio e disse: “Não disparem”. Impôs-se aos soldados, enquanto repetia em voz baixa: “Não disparem, as ideias não se matam” “Três vezes não se matam”.

Por acaso, um dos companheiros, Oscar Alcalde, era Maçon. Identifica-se discretamente ao tenente. Isso surte efeito, pois havia muitos militares Maçons. Impressionara-me a atitude daquele tenente, e, após caminharmos um pouco, chamei-o e disse: “Vi como senhor procedeu e não quero enganá-lo, eu sou Fidel Castro”.. Ele me adverte: “Não diga nada a ninguém”.

Antes do nosso triunfo, denunciaram-no como responsável pela nossa sobrevivência. Culpavam-no de não nos ter assassinado… Naquele momento o tenente foi afastado do Exército. Era um homem honrado, com acentuada predisposição para a justiça.

O curioso é que, com reflexo de seu pensamento, nos momentos mais críticos o ouço repetir, em voz baixa, as instruções aos seus comandados para que não disparem, “as ideias não se matam”.

Valdemar Sansão – M:. M:. – [email protected]

Fontes:

  • “O DESPERTAR PARA A VIDA MAÇÓNICA” – Editora “A TROLHA” – Valdemar Sansão

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