Sabedoria, Força e Beleza

Sabedoria, Força e Beleza são forças que estão ao alcance de todas as pessoas;
e uma associação de pessoas plenas dessas forças só pode exercer um imenso poder no mundo. Se a Maçonaria não o faz é porque parou de possui-las.
Albert Pike

Todo o Maçon procura a Luz desde o primeiro passo nesta ordem iniciática. Que sentido teria o mistério, se Lúcifer ou Prometeu, não fosse o portador da Luz, como a Estrela de Alva, saúda no horizonte, o homem pela manhã antes de receber a luz solar. Se conhecêssemos a Luz não havia as Trevas, logo não havia desenvolvimento espiritual, não fazia sentido, não alcançávamos o que nunca nos foi posto à nossa frente para ver, observar e estudar.

O 5 é um numeral altamente cabalístico. A princípio, está directamente relacionado à estrela de 5 pontas, simbologia da raça humana que predomina nos nossos dias, a quinta sub-raça Teutónica, da quinta raça-raiz Ariana. O Pentagrama é o modelo pelo qual nós medimos os ritos, os processos cósmicos e as nossas atitudes e acções mágicas.

O pentagrama foi sempre associado com o mistério e a magia. Ele é a forma mais simples de estrela, que deve ser traçada com uma única linha, sendo consequentemente chamado de “Laço Infinito”. Em tempos medievais, o “Laço Infinito” era o símbolo da verdade e da protecção contra demónios. Era usado como um amuleto de protecção pessoal e guardião de portas e janelas.

De entre estes inúmeros símbolos criados pelo homem, destaca-se o pentagrama, que evoca uma simbologia múltipla, sempre fundamentada no número 5, que exprime a união dos desiguais. As cinco pontas do pentagrama põem em acordo, numa união fecunda, o 3, que significa o princípio masculino, e o 2, que corresponde ao princípio feminino. Ele simboliza, então, o andrógino.

O Pentagrama é o símbolo de toda criação mágica.

As origens estão perdidas no tempo. O pentagrama foi usado por muitos grupos de pessoas ao longo da História como símbolo de poder mágico. O Pentagrama é conhecido com a estrela do microcosmo, ou do pequeno universo, a figura do homem que domina o espírito sobre a matéria, a inteligência sobre os instintos.

O Pentagrama existe para nos lembrar a nossa integração harmoniosa no cosmos, como partes integrantes de todos os reinos da natureza: os minerais, os vegetais, os animais, os humanos e os deuses, e ele ilustram a interacção criadora entre todos esses reinos. Ele corresponde ao compasso litúrgico do Maçon, com o qual são medidos os ritos, as obras e o compasso ou cadência das suas acções. O pentagrama é como se fosse cinco compassos justapostos em forma de Estrela, porque como dizia Crowley: «Todo o Homem e Toda a Mulher é uma Estrela». Ele sugere por isso, uma relação profunda entre, por um lado, os processos humanos e, por outro, os processos cósmicos, como vemos ilustrado na astrologia e na agricultura biodinâmica ao se pautar processos vitais da terra com processos estelares. O Pentagrama diz em surdina ao iniciado:

“Eu ensino-te a unir a cadência da tua vida terrestre com a cadência da terra e das estrelas”.

Mas, a ideia de uma origem estelar da humanidade não teve origem crowleyniana. Já nos Mistérios Egípcios os Iniciados diziam que eram filhos da Terra e do Céu Estrelado e por isso, Agrippa representou o ser humano, nu e voando dentro dessa estrela pentagramática.

Existe um sexto princípio, não mencionado e que muitos agrupamentos ocultistas consideram imprescindível: a crença na reencarnação. Se fecharmos o pentagrama num círculo, a circunferência representará o processo reencarnatório. Então temos uma perspectiva do fenómeno da reencarnação, saltando pelo processo formativo dos cinco ângulos do pentagrama e por todos os reinos da natureza visível e invisível.

É sob o signo do pentagrama flamejante que o Companheiro inicia outra missão na augusta ordem maçónica. Nela estão representados os cinco sentidos, as cinco formas sensíveis da matéria e as cinco formas sensíveis do espírito. Cinco é a idade do Companheiro e segundo os pitagóricos o número cinco é o sinal de união, o número nupcial. A geometria do pentagrama e suas associações metafísicas foram exploradas pelos pitagóricos, que o consideravam um emblema de perfeição. Ficou conhecida como “A Proporção Dourada”, que ao longo da arte pós-helénica, pode ser observada nos projectos de alguns templos. É o número do centro, da harmonia e de equilíbrio. Mais tarde, o pentagrama simboliza a relação da cabeça para os quatro membros e consequentemente da pura essência concentrada de qualquer coisa, ou o espírito para os quatro elementos tradicionais: Terra, Água, Ar e Fogo – o Espírito representado pela quinta-essência (a “Quinta Essentia” dos alquimistas e agnósticos).

Significava agora o microcosmo, símbolo do Homem Pitagórico que aparece como uma figura humana de braços e pernas abertas, parecendo estar disposto em cinco partes em forma de cruz; o Homem Individual. A mesma representação simbolizava o macrocosmo, o Homem Universal – dois eixos, um vertical e outro horizontal, passando por um mesmo centro. Um símbolo de ordem e de perfeição, da Verdade Divina. Portanto, “assim é em cima assim é em baixo”, finalmente, mas não, o término do mistério, o símbolo da vontade divina.

O pentagrama pitagórico – que se tornou, na Europa, o de Hermes, gnóstico – não aparece apenas como um símbolo de conhecimento, mas também como um meio de conjurar e adquirir o poder.

Na Maçonaria, o homem microcósmico era associado com o Pentalpha (a estrela de cinco pontas). O símbolo era usado entrelaçado e perpendicular ao trono do mestre da loja. As propriedades e estruturas geométricas do “Laço Infinito” foram simbolicamente incorporadas aos 72 graus do Compasso – o emblema maçónico da virtude e do dever.

Nenhuma ilustração conhecida associa ao pentagrama com o mal, até ao Século XIX. Eliphas Levi (Alphonse Louis Constant) ilustra o pentagrama vertical do homem microcósmico ao lado de um pentagrama invertido, com a cabeça do bode de Baphomet (figura panteísta e mágica do absoluto). Em decorrência dessa ilustração e justaposição, a figura do pentagrama, foi levada ao conceito do bem e do mal.

A Estrela flamejante será a centelha que cada um de nós possui e que desenvolve no seu Universo Interior

Além disso, representa os 5 estágios da vida do homem:

  • Nascimento: o início de tudo
  • Infância: momento onde o indivíduo cria suas próprias bases
  • Maturidade: fase da comunhão com as outras pessoas
  • Velhice: fase de reflexão, momento de maior sabedoria
  • Morte: tempo do término para um novo início

A Maçonaria, Ordem Universal, é constituída por homens de todas as raças e nacionalidades, acolhidos por iniciação e congregados em Lojas, nas quais, auxiliados por símbolos e alegorias, estudam e trabalham para o aperfeiçoamento da Sociedade Humana. É fundada no Amor Fraternal e na esperança de que, com amor a Deus, à pátria, à família e ao próximo, com tolerância e sabedoria, constante e livre investigação da Verdade, com a evolução do conhecimento humano pela filosofia, ciências e artes, sob a tríade da Liberdade, Igualdade e Fraternidade e dentro dos Princípios da Moral, da Razão e da Justiça, o mundo alcance a felicidade geral e a paz universal.

A Maçonaria além de combater a ignorância em todas as suas modalidades, constitui-se numa escola, onde nos é acendida uma luz para que possamos ver o caminho escuro e tortuoso, porque a sua chama exige tolerância para com toda forma de manifestação de consciência, de religião ou de filosofia, cujos objectivos sejam os de conquistar a verdade, a moral, a paz e o bem social;

A luz é pelo princípio da equidade, dando a cada um o que for justo, de acordo com sua capacidade, obras e méritos; combater o fanatismo, as paixões, o obscurantismo e os vícios. Na simbólica maçónica, o Sol encarna o espírito imutável, o ouro imaterial. Em muitos templos maçónicos, é representado no Oriente, de onde o «Mestre da Loja» dirige os trabalhos.

Os ensinamentos maçónicos orientam os seus membros a dedicar-se à felicidade dos seus semelhantes, não só porque a razão e a moral lhes impõem tal obrigação, mas também porque esse sentimento de solidariedade os faz irmãos.

Cabe a cada um de nós buscar a verdade.

Prancha de Autor não Identificado

Bibliografia:

  • Franz Bardon, Magia Prática, O caminho do adepto
  • Jules Boucher, A Simbólica Maçónica, Segundo as regras da simbólica esotérica e tradicional
  • Rizzardo da Camino, Simbolismo do Segundo Grau, Companheiro
  • Rizzardo da Camino, Dicionário Maçónico
  • Aleister Crowley, Magick, Book 4 parts I-IV
  • Jean Chevalier e Alain Gbeerbrant, Dicionário dos Símbolos
  • Pierre Riffard, Dicionário do Esoterismo
  • Alexandre Roob, O Museu Hermético, Alquimia & Misticismo
  • Helena P. Blavastsky, Síntese da Doutrina Secreta

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